segunda-feira, 21 de maio de 2012

Novidade do Projeto Literatura Nas Ondas Do Rádio

Redação se aprende, criatividade se possui ou não, mas precisa ser exercitada.

Não importa se falamos de um autor de literatura ou de um roteirista do cinema, de um programa de TV, ou de quadrinhos; o que importa a todos eles no fim das contas é contar uma história. Porém, há aqueles que vão fazer meros relados críticos de uma situação e para isso não precisa ser criativo, uma boa redação já basta. Já uma boa dose de criatividade dará ao texto ou roteiro, fadado a ser somente um relato, um tempero a mais, que o tornará uma experiência inesquecível.


Técnicas de escritas são necessárias, seja para tornar uma acontecimento simples, em algo emocionante ao se usar metáforas, ou evitando as mesmas em um roteiro. Porque se colocar em um roteiro algo do tipo "ele perdeu a cabeça" , tenha a certeza que a equipe de direção de arte, vai se empenhar em arrumar uma forma de arrancar a cabeça do personagem que a perdeu.

Para saber as diferenças e peculiaridades, precisamos conhecer as técnicas e regras de escritas, além de ler muito e também ver filmes variados, pois também se aprende com bons roteiros. Só que o melhor dos redatores nem sempre é um bom contador de história, por lhe faltar criatividade. Um bom redator pode escrever um relato sobre fatos atuais, históricos ou um manual de forma brilhante, mas não quer dizer que saberá escrever um romance estimulante, que será lembrado por décadas ou mesmo séculos depois de escrito, ou um roteiro cativante, que quebrará recordes nas bilheterias.

Ser criativo não significa necesseriamente inventar acontecimentos fantásticos. Um autor criativo pode através de pesquisas estimular sua criatividade e ao relatar um acontecimento histórico, incluir um pouco de ficção, só para melhor contar sua história. Seja ao falar de uma tragédia como a do Titanic, ou do 11 de Setembro, um bom contador de história irá contar tais fatos do seu ponto de vista, e não como testemunha ocular.

Bons exemplos do que mencionei. O roteiro do filme 'Titanic', apesar de ficção, é uma das histórias mais fiéis aos acontecimentos já feita. Na literatura, há o autor brasileiro Luis Eduardo Matta, que mesmo que não tenha estado em Nova York no 11 de Setembro, escreveu um ótimo livro envolvendo os ataques terroristas, 'O Dia Seguinte', que é um bom exemplo de pesquisa e criatividade caminhando juntas.

Por isso a rádio Digital Rio quer ajudar aos autores brasileiros, portugueses, ou aqueles que escrevem histórias em português pelo mundo, a execitarem a criatividade. Não estamos aqui para julgar textos de forma crítica, não vamos julgar se é aspirante a escritor(a) ou um já publicado. Queremos ajudar a diulgar as boas histórias e a estimular trabalhos criativos, que podem não ser de agrado de uma editora, mas não quer dizer que sejam ruim. Às vezes o problema é a mídia onde se deseja divulgar um trabalho, que não é adequada, já pensou nisso?

J.K Rowling, a criadora de Harry Potter, teve seu primeiro livro ignorado, visto como coisa de criança, hoje a maioria dos fãs dos filmes são mesmo adultos, pois a história pode ser de censura livre, mas não quer dizer que seja feita para crianças. Porque a história de J.K. é complexa de mais para crianças, mesmo que seja divertida o suficiente para gostarem. Isso é ser criativo.

A autora Anne Rice, criadora das Crônicas Vampirescas, colocou o vampiro clássico que viviam em um castelo no fim do mundo, em num palco e o tornou um rock star. Porém a autora declarou na Bienal do Livro, aqui no Rio de Janeiro ano passado (2011), que suas histórias vampirescas também foram criticadas. E imagine os problemas que a autora teve, ao contar uma histórias com vampiros que não seguiam as regras gerais, inclusive as religiosos.

Ambas as autoras, lutaram para contar suas histórias da forma que elas queriam, não aceitando mudanças para se adequar ao gosto da crítica.

Por isso não estamos aqui para seguir regras editoriais, ou cinematográficas, nem reunir autores de um estilo específico e formar um grupinho exclusivo. Queremos boas histórias. Algumas histórias já foram ao ar no programa Contos Sobrenaturais e esse ano, outras, do tipo não-sobrenaturais, começaram a ser narradas no programa de William Gonçalves, o Radiola Literária. Porém queremos mais, sabemos que há autores fantásticos e talentosos, que precisam apenas de um espaço para começar a contar suas histórias. Algumas até podem parecer simples, mas assim como o primeiro livro do Harry Potter, pode vir a surpreender. Só que para isso precisam começar a serem contadas.


Abrindo uma nova iniciativa no Projeto Literatura Nas Ondas Do Rádio, além da produção das antologias 'Vampiros de Alma' e 'Drácula Eternamente' (teve os autores selecionados, divulgados ontem), a rádio Digital Rio resolveu produzir audiobooks solos.

Os audiobooks solos (de um único autor) serão semelhantes as antologias com autores variados que produzimos, ou seja, formato "audiopocket". O autor poderá escolher alguns de seus contos, que serão disponibilizados na internet em audiobook, para que conheçam seu trabalho de contista. Os contos selecionados devem ser enviados para a rádio. Se desejar incluir um conto que já foi ao ar em nossos programas (seja no programa Contos Sobrenaturias ou no Radiola Literária), pode. Também pode revisar o(s) conto(s) enviado(s) anteriormente. Pode incluir algum conto novo, caso seja montada com contos que foram ao ar, com prefácio ou não. Ou ter todos os contos inéditos. Porém todos devem ser organizados em forma de uma coletânea ou antologia.

O audiobook também deve ter um nome (seja uma coletânea ou antologia). Dependendo do tamanho dos contos e se terá um prefácio, o audiobook poderá conter de 3 a 4 contos, talvez 5. Além de uma biografia do autor.

Estamos só resolvendo os por menores quanto a onde disponibilizar os audiobooks. A rádio investirá na divulgação dos autores, que já são parceiros e também daqueles que se tornarão através dessa nova iniciativa, também em instituições para deficientes visuais. Para que a oportunidade de conhecer a nova literatura mundial em língua portuguesa e seus criativos contistas, chegue a todos que gostam de uma boa história. Como os alunos da Escola de Educação Especial Louis Braille (http://louisbraille.com.br/), indicada pela autora Ju Lund, lá do Rio Grande do Sul.

Os autores interessados entrem em contato com a rádio por email (digitalrio.jacarepagua@gmail.com) para enviar os contos, ou tirar dúvidas.

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