segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Anne Rice no Rio: O encontro com minha musa

Ao som de 'Touch Me', cantada por Jim Morrison da banda The Doors, que começo esse quarto e último post sobre a minha saga para ver Anne Rice.

O início da saga para ver Anne Rice chegava ao fim. Após enfrentar beatas ensandecidas e uma fila enorme por uma das 150 senhas, às 10h da manhã, eu teria um dos meus livros das Crônicas Vampiresca de Anne autografado, 'Memnoch' para ser mais exata. Poderia ser 'O Vampiro Lestat', mas como minha edição não era da Rocco e eu fiquei temerosa deles encrencarem, resolvi levar 'Memnoch', um livro que tem uma história na minha vida e que se tornou ainda mais especial, não só pelo autógrafo de Anne que tenho agora, mas por ela ter afirmado que é seu livro favorito das Crônicas Vampirescas. E, além disso, o livro é narrando por Lestat.

Existe duas pessoas nesse mundo, que me inspiraram a ser quem sou hoje e uma delas é Anne Rice.

Podemos ser repletos de influências, paixões motivadores, amores incondicionais e inspirações momentâneas, que movem nossas vidas e formar nossa existência nesse mundo. Porém sempre há aqueles que em um dado momento, a simples constatação de sua existência, nos transforma e nos tornam quem somos. Nunca sabemos quantas dessas pessoas vão surgir durante o tempo que estaremos nesse mundo e nem quando vão cruzar nosso caminho de alguma forma. Pode ser na infância, ou mesmo já na vida adulta. No meu caso, Anne Rice e suas crônicas vampiresca surgiram na minha vida, no fim da adolescência e graças isso, eu aprendi a entender melhor o mundo a minha volta, através da linda metáfora que é o vampiro Lestat. Um monstro de histórias de terror, com alma de anjo.

Perto de minha musa, meu péssimo inglês falado foi esquecido (até porque acabei a Bienal sem voz) e a única coisa que consegui dizer na língua natal dela, foi que amava seus livros e a Lestat, agradecendo por ele. Eufórica, não chorei na hora. Foi uma das sensações mais intensa que já senti. Renovando minha vontade de trabalhar e acabando com meu breve desanimo atual quanto a continuar escrevendo, mesmo num país em que pouco valor ainda é dado a autores nacionais, dando menos atenção ainda a roteiristas.

Anne Rice foi uma das poucas autoras internacionais na Bienal do Rio desse ano, perto do mar de autores nacionais talentosos, que muita gente nem conhece, por que a mídia em geral prefere dar atenção só a quem é famoso, talentoso ou não, quando devia dar uma atenção especial aos talentos, especialmente aos iniciantes.

A palestra, assim como o breve momento ao lado de Anne Rice (imortalizado em foto), me trouxe alegria, inspiração e antes de tudo fé no trabalho que escolhi fazer.

Nas próximas semanas teremos muito do que falar por aqui. Vou falar da boa literatura mundial, mas principalmente dos autores fantásticos, em ambos os sentidos, que temos aqui no Brasil e dos que tive a chance de conhecer pela Bienal, ou mesmo saber da existência de suas obras durante os dias da feira. Afinal se a musa dos vampiros acredita que boas histórias de vampiros brasileiros podem surgir, nascida nos Estados Unidos, porque nós, nascidos no Brasil, não podemos dar crédito. (Assim como boas histórias com outros seres fantásticos ou não... Mas essa parte do não-fantástico, deixamos para falar nos outros blogs da Digital Rio.)

Vampiros são uma deliciosa metáfora e fazem sucesso pelo mundo, por se moldarem as mais diversas culturas. Pelo mundo, mesmo que variadas, há muitas lendas envolvendo esses fascinantes seres. Então não importa se temos um jovem vampiro fazendeiro em Nova Orleans e seu sedutor criador; um vampiro loiro francês escondido em um casarão em São Luis do Maranhão; uma vampira adolescente que adora passear pelas ruas de São Paulo nas madrugadas e "dar carona" a bandidos desavisados; 7 vampiros portugueses que atravessam o Atlântico para criar confusão no Brasil; ou mesmo uma perfumada vampira japonesa que gosta de passear pelas ruas de Copacabana... O que importa é, que boas histórias sejam contadas.

Um comentário:

  1. Devo concordar...Anne Rice foi a pessoa que me colocou no mundo dos vampiros...posso dizer que Zack veio trazido do fundo da minha mente com uma ajudazinha dela...não é a toa que meu vampirinho é louco por ela, né? hehe

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