A entrevista com o vampiro Zack, também foi divulgada no Recanto da Chefa, site oficial da autora e está imperdível.
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Literatura Fantástica nas ondas do rádio
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020
#Entrevista com o Vampiro Zack
Vivianne Fair, desenhista e autora, com vários títulos publicados, e que agora está levando seus sobrenaturais personagens para o mundo dos games, divulgou hoje em seu canal oficial do YouTube uma entrevista exclusiva com o Vampiro Zack.
A entrevista com o vampiro Zack, também foi divulgada no Recanto da Chefa, site oficial da autora e está imperdível.
A entrevista com o vampiro Zack, também foi divulgada no Recanto da Chefa, site oficial da autora e está imperdível.
sexta-feira, 20 de setembro de 2019
#Entrevista com o autor J. F. Dam-Ver
Mineiro, 29 anos, o autor J. F. Dam-Ver é um amante da literatura desde pequeno. Professor de Língua Portuguesa na escola do povoado onde vive com os pais, no interior de Minas Gerais, foi na escrita que encontrou uma fuga para as noites pacatas do interior. Em entrevista para o Contos Sobrenaturais, o criador da saga de Edgar Henoc, fala um pouco do trabalho e experiência na criação de sua história fantástica.


sexta-feira, 21 de junho de 2019
#Entrevista com a autora Krystina Reish
sexta-feira, 31 de maio de 2019
#Entrevista com o autor Erivelto de Sousa
Erivelto de Sousa é escritor e também jornalista, além de professor, marqueteiro e cientista político, o qual por 20 anos trabalhou em redações de jornais convencionais, em diversas funções de repórter a diretor de redação. Agora lança seu primeiro livro, uma ficção fantástica que mescla conteúdo sobrenatural a histórico. (Clicar AQUI para ler a resenha.)
O autor cedeu uma entrevista para o Contos Sobrenaturais em parceria com o Portal Tabula Rasa.
O autor cedeu uma entrevista para o Contos Sobrenaturais em parceria com o Portal Tabula Rasa.
quarta-feira, 25 de julho de 2018
#Entrevista com a autora fantástica [e sereia] #MirellaFerraz
Se achou que a febre das sereias chegou com a estreia de ‘Siren’ no canal Sony, na verdade, aqui no Brasil elas sempre foram queridas, por conta do culto a Yemanjá.
sábado, 24 de outubro de 2015
#FantasticWorld - Entrevista com Joe de Lima
Após o lançamento do eBook 'Arcanista', divulgado no Blog Digital Rio, o autor Joe de Lima revelou com exclusividade para o Contos Sobrenaturais, que mesmo que a trama de seu livro seja do gênero ficção científica, seu interesse pelo sobrenatural, fez ele incluir o conteúdo na história.
Por isso, a entrevista que deveria ser para a Digital Rio, veio para o Contos Sobrenatural, até porque o autor está na lista #FantasticWorld, que estamos divulgando desde e início da semana passada e ao invés de publicar a mesma coisa que saiu na Digital Rio, melhor uma entrevista.
Por isso, a entrevista que deveria ser para a Digital Rio, veio para o Contos Sobrenatural, até porque o autor está na lista #FantasticWorld, que estamos divulgando desde e início da semana passada e ao invés de publicar a mesma coisa que saiu na Digital Rio, melhor uma entrevista.
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Entrevista com Renata Ventura
A autora de 'A Arma Escarlate' Renata Ventura, lançou a continuação do livro na edição 2015 da Bienal do Livro do Rio, após o primeiro ser relação em forma de série literária.
O novo livro, chamado 'A Comissão Chapeleira', foi um dos destaque na bienal carioca no estande da Novo Século, que teve vários livros sobrenaturais em destaque.
Entre os autores presentes da editora durante o evento literário do ano, estava Renata Ventura que cedeu uma entrevista para o Contos Sobrenaturais.
O novo livro, chamado 'A Comissão Chapeleira', foi um dos destaque na bienal carioca no estande da Novo Século, que teve vários livros sobrenaturais em destaque.
Entre os autores presentes da editora durante o evento literário do ano, estava Renata Ventura que cedeu uma entrevista para o Contos Sobrenaturais.
IMPORTANTE: A Entrevista pode conter SPOILER.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
ENTREVISTA COM AUTORES DE 'VAMPIROS': Fred Furtado
Na lista de contistas do livro 'VAMPIROS' da AVEC Editora, Fred Furtado é um dos talentos da literatura fantástica brasileira que participa da publicação, o qual cedeu uma entrevista exclusiva ao Contos Sobrenaturais falando do trabalho.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
ENTREVISTA COM AUTORES DE 'VAMPIROS': Simone Saueresing
Na lista de contistas do livro 'VAMPIROS' da AVEC Editora, Simone Saueresing é um dos talentos da literatura fantástica brasileira que participa da publicação, a qual cedeu uma entrevista exclusiva ao Contos Sobrenaturais falando do trabalho.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
ENTREVISTA COM AUTORES DE 'VAMPIROS': Nazarethe Fonseca
Na lista de contistas do livro 'VAMPIROS' da AVEC Editora, Nazarethe Fonseca é uma das mais conhecidas por seus personagens vampirescos e a autora cedeu uma entrevista exclusiva ao Contos Sobrenaturais falando do trabalho.
domingo, 23 de junho de 2013
Interview with the "Captain" John Barrowman
NOTA: Segue a entrevista, em inglês, que fiz junto com a Louise Duarte, para o portal Tabula Rasa, com o ator britânico John Barrowman. Quem quiser ler a versão em português, leia no Tabula Rasa 'De “Doctor Who” a “Arrow, John Barrowman conta em Entrevista Exclusiva como começou sua carreira'.
John Barrowman born in Glasgow, Scotland, UK. Actor, singer, dancer and writer. Moved to the U.S. with his family when he was eight. He first lived in Aurora, Illinois, then his family moved to Joliet.
When 'Doctor Who' was revived, he came on board as recurring guest character Captain Jack Harkness, a time traveller from the 51st century. And Captain Jack became so popular, he was given his own show, Torchwood.
Recently he attended to 'Arrow' as Malcolm Merlyn, the show's version of the DC villain Merlin the Archer.
Interview with John Barrowman, by Louise Duarte and Anny Lucard:
John Barrowman born in Glasgow, Scotland, UK. Actor, singer, dancer and writer. Moved to the U.S. with his family when he was eight. He first lived in Aurora, Illinois, then his family moved to Joliet.
When 'Doctor Who' was revived, he came on board as recurring guest character Captain Jack Harkness, a time traveller from the 51st century. And Captain Jack became so popular, he was given his own show, Torchwood.
Recently he attended to 'Arrow' as Malcolm Merlyn, the show's version of the DC villain Merlin the Archer.
Interview with John Barrowman, by Louise Duarte and Anny Lucard:
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Entrevista com o autor Ben Green
O Fantastiverso, grupo de autores de literatura fantástica que escrevem sobre os mais diversos seres sobrenaturais; reuniu 6 de seus membros em um evento no Rio de Janeiro mês passado.
Graças a inovadora iniciativa do Novos Escritores, que atualmente leva a zona norte carioca eventos literários de qualidade, tive a oportunidade de conhecer 6 talentos de nossa atual literatura fantástica nacional, numa bate-papo animado na Nobel do Norte Shopping.
Agora trago um pouco mais sobre cada um, em 6 ótimas entrevistas. O segundo autor entrevistado foi Ben Green, que também faz parte do site Novos Escritores (Grupo inovador que a Digital Rio firmou parceria esse mês).
Elaine Velasco, Ben Green, Lu Piras, Edson Gomes, Jessica Anitelli e Livia Lorena.
Graças a inovadora iniciativa do Novos Escritores, que atualmente leva a zona norte carioca eventos literários de qualidade, tive a oportunidade de conhecer 6 talentos de nossa atual literatura fantástica nacional, numa bate-papo animado na Nobel do Norte Shopping.
Agora trago um pouco mais sobre cada um, em 6 ótimas entrevistas. O segundo autor entrevistado foi Ben Green, que também faz parte do site Novos Escritores (Grupo inovador que a Digital Rio firmou parceria esse mês).
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Entrevista com o autor Edson Gomes
O Fantastiverso, grupo de autores de literatura fantástica que escrevem sobre os mais diversos seres sobrenaturais; reuniu 6 de seus membros em um evento no Rio de Janeiro mês passado.
Graças a inovadora iniciativa do Novos Escritores, que atualmente leva a zona norte carioca eventos literários de qualidade, tive a oportunidade de conhecer 6 talentos de nossa atual literatura fantástica nacional, numa bate-papo animado na Nobel do Norte Shopping.
Agora trago um pouco mais sobre cada um, em 6 ótimas entrevistas. A primeira é com o autor Edson Gomes.
Elaine Velasco, Ben Green, Lu Piras, Edson Gomes, Jessica Anitelli e Livia Lorena.
Graças a inovadora iniciativa do Novos Escritores, que atualmente leva a zona norte carioca eventos literários de qualidade, tive a oportunidade de conhecer 6 talentos de nossa atual literatura fantástica nacional, numa bate-papo animado na Nobel do Norte Shopping.
Agora trago um pouco mais sobre cada um, em 6 ótimas entrevistas. A primeira é com o autor Edson Gomes.
domingo, 7 de outubro de 2012
Lançamento e entrevista com Roxane Norris
O lançamento de 'Immortales' da autora Roxane Norris na Nobel, foi repleto de boas conversas e sorrisos, amigos e leitores prestigiando a autora, entre eles o autor Edson Gomes (autor de 'Psiquico' da Dracaena) que inclusive posou para fotos.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Entrevista: Vivianne Fair

Vampira Nova no Pedaço
Reportagem: Louise Duarte
Viviane Machado Ferreira, Vivianne Fair ou simplesmente A Chefa, é uma autora brasileira da recente safra de novos autores de literatura fantástica.
Viviane além de escritora, é também artista plástica, pois além de escrever suas histórias, ela ainda desenha tirinhas em quadrinhos dos seus personagens de Quem Precisa de Heróis? e A Caçadora, que serão lançados nas livrarias do Brasil em breve.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Entrevista: Adriano Siqueira
Um Vampiro-nauta nada assustador
Reportagem: Louise Duarte
Adriano Siqueira não é meramente um webmaster sobre um site de vampiros. Não. Ele é um colecionador sobre tudo, tudo mesmo que existe sobre vampiros. Sejam livros, HQs, DVDs e o que mais ele possa encontrar sobre o tema.
Webmaster de dois dos mais famosos websites brasileiros sobre vampiros, o diagramador paulista, concedeu a Digital Rio uma entrevista e nos conta de onde surgiu essa paixão pelas sinistras e tenebrosas criaturas da noite que voltaram com tudo depois da febre da saga “Crepúsculo”.
Digital Rio: Da onde surgiu o seu fascínio pelos vampiros?
Adriano Siqueira: Nos quadrinhos, desde a infância, pois na década de 70 havia muitos gibis e hqs que exploravam os assuntos sobre vampiros, na década de 80 os filmes de vampiros tinham uma nova roupagem com os filmes A Hora do espanto e Os Garotos perdidos e tínhamos a novela Vamp. Os
vampiros do Corujão com Chris Lee e Peter Cushing foi naquela época que comprei o Manual Prático do Vampirismo de Paulo Coelho e Nelson Liano.
Na década de 90 conheci os vampiros da Anne Rice e o Drácula do Copolla, filmes que me levaram a conhecer o RPG. Quando comprei um computador logo fui escrevendo contos de vampiros para a BBS do STI, provedor de São Paulo e me tornei o organizador de um grupo dentro do STI que era especificamente sobre vampiros. Ganhei nesta época o Livro dos Vampiros Gordon Melton. Comecei a participar dos RPGs ir a muitos encontros sobre vampiros a caráter até que em 1999 criei meu site de contos e em 2000 o Conto Noturno/Adorável Noite ao qual já tinha muito material para falar sobre vampiros.
Depois idealizei com amigos, o Grupo Tinta Rubra, foi ai que comecei a conhecer mais escritores e leitores, pois foi o primeiro grupo de contos de vampiros e logo em seguida, em 2001, criei o Fanzine Adorável Noite para entregar nas casas noturnas e eventos de ficção, o sucesso sobre os Contos e o site me deixou com mais fome de explorar outras formas de mídia sobre os vampiros e então comecei a fazer histórias em quadrinhos, curtas, animação, radionovelas e pintei até quadros sobre vampiros.
Digital Rio: Conte um pouco do seu histórico como escritor de literatura fantástica.
Adriano Siqueira: Em 96 comecei a escrever meus primeiros contos, Contos do Dri, que tinham contos de vampiros, de fadas, de ficção, de terror e de cavaleiros. Criei um site em 1999 para colocá-los e logo em seguida criei o site Conto noturno/ Adorável Noite para divulgar entre tantos assuntos sobre vampiros, os meus contos, A ideia foi tão positiva que comecei também a divulgar os livros sobre vampiros. com a criação do Grupo Tinta Rubra ficou mais fácil para mim divulgar meu trabalho e o trabalho dos novos escritores de vampiros. Muitos livros que existem hoje são de autores que já passaram pelo Tinta Rubra que neste ano completará 10 anos de idade.
Em 2008 estreiou o primeiro livro com a minha participação. Amor Vampiro junto com mais seis autores, em 2009 teve o livro Draculea - O Livro Secreto dos Vampiros ao qual participei com um conto chamado Filosofia Vlad e em seguida Metamorfose a fúria dos lobisomens com uma história sobre um vampiro e um lobo.
Digital Rio: Você mantém vários websites temáticos sobre vampiros. Conte o porquê de ter construído eles e conte algum fato interessante relacionado a eles.
Adriano Siqueira: Com a Criação do site Conto Noturno / Adorável Noite a mídia começou a descobrir mais sobre vampiros. As fotos dos Eventos, os encontros sobre o tema e as palestras acabaram mostrando que no Brasil existiam muitos que apreciavam o tema. A divulgação dos livros de escritores nacionais completou o que no Brasil não existia, Fãs de escritores nacionais sobre vampiros. As portas foram abertas por causa da divulgação do Adorável Noite. como pode ser visto na parte de Mídia do site e também na parte de eventos que o Adorável Noite participou.
Digital Rio: Sendo fã de quadrinhos também, tem algum favorito que envolva vampiros?
Adriano Siqueira: Sou fã das vampiras Vampirella que acompanho desde garoto e da Chastity que conheci na década passada, Vamps, que tinham cinco vampiras em motos. No Brasil A Mirza e a Nadia dominavam a minha geração. Tive o prazer de conhecer pessoalmente o Eugenio Colonnese, criador da vampira Mirza e fiquei chocado quando ele faleceu (2008) pois ele se parecia muito com meu pai, e Ele faleceu um ano depois dele.(após a morte do meu pai em 2007 congelei o site Adorável Noite por 2 anos, ele adorava o site).
Nos Vampiros aprecio muito as histórias da Marvel "A Tumba de Drácula" do Gene Colin é o que mais me deixava impressionado pois era bem parecido com o Drácula do Bram Stoker. Foi de lá que saiu o Blade. Com as novas aventuras dos vampiros nos quadrinhos posso dizer que Blade ainda está firme nos quadrinhos e foi o que mais se destacou no final da década passada.
Eu gosto tanto de quadrinhos de vampiros que fiz uma vez uma matéria sobre os heróis que encontraram os vampiros. e são várias páginas interessantes sobre o tema. veja a matéria AQUI.
Digital Rio: Que tipo de historia você gostaria de ver algum dia contada nos quadrinhos?
Adriano Siqueira: Queria ver aventuras dos personagens monstros da Universal. Drácula, Lobisomen, Frankenstein, como já fizeram no filme "o castelo do frankenstein" e no filme do Van Helsing que poderia ser melhor. Vê-los nos quadrinhos todos juntos com um ar Noir e futurista seria magnifico.

Digital Rio: Quais são os seus personagens favoritos nos quadrinhos (sem serem
vampiros) e por quê?
Adriano Siqueira: sou um colecionador. Mais do universo DC do que da Marvel embora eu colecione os dois, pois a Marvel era sempre mais ligado aos monstros do que a DC. Novos Titãs, Liga da Justiça, A Legião dos Superherois, são meus grupos favoritos que destaco sempre. mas é impossível não apreciar os Vingadores, Os Campeões, X-Men e os defensores, (que deveria ter filme pois o Grupo Defensores tinha a Valquiria o Dr. Estranho, Surfista Prateado e Hulk , o Cavaleiro e o Tocha Humana.)
Personagens favoritos: Lanterna Verde, Thor, Superman, Homem-aranha, Nova, Supergirl, Viuva-negra, Asa Noturna e Motoqueiro fantasma.
Digital Rio: E filmes e livros de terror? Quais são os seus favoritos e por quê?
Adriano Siqueira: Além dos que já aprecio sobre vampiros (quase todos) também gosto dos livro do autor Stephen King, Ira Levin, Ian Fleming e John Gardner
Os Filmes e Livros de Vampiro que aprecio são: Nosferatu – 1922, Drácula – 1931,Todos os Drácula do Chris Lee,Drácula 79,Drácula 2000, Drácula do Ford Copolla, a trilogia da Carmilla, Garotos Perdidos, A hora do Espanto,Trilogia do Blade,Trilogia do Underworld,Criatura perfeita,Os guardiões da Noite,Deixe ela entrar. E estou esperando o filme de vampiros "Suck" que tem participação devários roqueiros como Alice Cooper, Iggy Pop, Moby e outros.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Colaboração XII
Entrevista com...
Fábio Ventura, escritor
Foi lançado no início de Setembro o livro de estreia deste jovem escritor nacional. E como eu já o li (vejam a opinião na secção Livro do Mês) e fiquei com vontade de saber mais, decidi fazer algumas perguntas a este jovem autor. Curiosos? Venham comigo!Fábio Ventura, escritor
Carla Ribeiro: Acabas de lançar o teu primeiro livro. Como te sentes?
Fábio Ventura: A sensação é muito difícil de explicar. Quando soube que o livro ia ser publicado, comecei por não acreditar, por achar que não era real. Estava numa fase chata da minha vida e tamanha sorte até me assustou um pouco. Mas agora que já tenho o livro nas mãos, já acalmei um bocado, embora esteja bastante feliz. Deve ser
uma das melhores sensações da nossa vida olhar para o nosso livro nas livrarias e saber que a nossa história vai ser lida por outras pessoas.
C.R.: O que é que te levou a escrever no género fantástico?
F.V.: O fantástico sempre foi o género que mais me cativou e interessou. Desde pequeno que ficava fascinado com as histórias maravilhosas e mirabolantes do género fantástico. Como sempre me identifiquei, decidi escrever também um livro de fantasia. No entanto, e uma vez que é um género que nos dá uma grande liberdade criativa, tentei ser o mais original possível e criar uma história e um mundo só meus, sem grandes influências de outros livros que já li.
C.R.: Quais são os livros/bandas/filmes que mais te inspiram/influenciam?
F.V.: Bem, eu sou daquelas autores que vêem a música como um motor e um elemento muito importante para a escrita. Não sou capaz de escrever sem ouvir música. E aqui destaco bandas como os Evanescence (especialmente este banda, de quem sou fã acérrimo), Paramore, Panic at the Disco, The Killers, etc. que, por alguma razão, me inspiraram imenso quando produzi a história. Não falo de inspiração pelas letras das músicas, mas pela sonoridade em si. Relativamente a livros, não me inspirei em nenhum em específico, embora tenha "bebido" alguma influência na saga do Crepúsculo para criar a história de amor em "Orbias". Quanto a filmes, tive muita inspiração
em toda a estética e surrealismo de verdadeiros artistas como Tim Burton e Hayao Miyazaki. É de salientar também que também me inspirei bastante nas narrativas
dos videojogos nipónicos, nomeadamente de RPG's como Final Fantasy ou dos Anime japoneses, como é o caso de Sailor Moon ou Escaflowne.
C.R.: Como é o teu processo de escrita? Instintivo, planeado...
F.V.: O único planeamento que faço é em relação aos nomes das personagens e locais. E confesso que é o que tenho mais dificuldade quando escrevo, pois tento procurar
nomes com simbolismo, mas que sejam apelativos também. Depois é só ter uma folha ao lado para tirar alguns apontamentos, ligar a música e deixar fluir a história. Costumo dizer que eu sou apenas o canal que as personagens utilizam para contar a
sua própria história. Uma coisa engraçada é que utilizo os meus sonhos como inspiração para escrever, o que acentua o facto de ter uma escrita bastante instintiva.
C.R.: Quais são, em termos literários, os teus planos para o futuro?
F.V.: Os meus planos são...continuar a escrever! Sei que não posso viver da escrita, pelo menos em Portugal. Mas vou tornar a escrita como uma prioridade na minha vida. Adoro criar histórias para os outros. A Casa das Letras e o grupo Leya já mostraram
interesse num segundo volume de "Orbias" e já comecei a escrevê-lo. Mas neste momento já tenho ideias para outro romance que, embora com alguns elementos de fantástico, será mais adulto e dramático.
C.R.: O que julgas que poderia ser feito para melhorar a divulgação dos autores nacionais?
F.V.: Essa é uma questão bastante complicada...Sinceramente, eu não percebo muito bem as estratégias ou critérios das editoras em Portugal. Mas a meu ver, elas preferem apostar fortemente na divulgação de autores estrangeiros porque sabem que fora de Portugal tiveram sucesso junto do público. Uma maior divulgação de autores nacionais comporta sempre um enorme risco porque habitualmente é o próprio público
português que não procura autores portugueses. Mas aqui entra o papel do "autor actual". Porque não o próprio autor fazer uso das ferramentas da Web 2.0 (blog,
videoblog, Twitter, etc.) para divulgar a sua obra? Eu fiz isso com a minha obra, pois sabia que as editoras em Portugal ainda não estão preparadas para uma boa divulgação pela Internet. E até agora tenho sido bem sucedido.
C.R.: Vais continuar a escrever no fantástico? Ou também experimentar outros géneros?
F.V.: Acho que acabei por responder a isso na pergunta 5. O fantástico é o meu género de eleição. Mas gostaria de explorar outros géneros. Não só para não tornar a minha carreira monótona, mas porque queria explorar a minha criatividade e ganhar alguma experiência na escrita.
C.R.: Queres deixar alguma mensagem aos teus leitores?
F.V.: Claro! Queria dizer que estou bastante feliz por poder mostrar-vos a minha história que, embora não seja perfeita, tem muito empenho da minha parte e comporta um grande desejo meu: fazer-vos sonhar. Nunca deixem de sonhar nem de imaginar. Porque mundos fantásticos existem, de facto. E cada um de nós tem o seu.
Texto Original:
Entrevista de Carla Ribeiro e texto original da revista literária online Alterwords - edição 9. Para saber mais sobre Fábio Ventura acesse o site http://orbias-asguerreirasdadeusa.blogspot.com/
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Colaboração IX
Rafael Loureiro, escritor
Numa altura em que os vampiros são um tema actual na literatura, decidimos descobrir os pontos de vista de um autor nacional que se dedicou a este tema. O livro é “Memórias de um Vampiro”, e já foi comentado num dos números anteriores. Agora vamos conhecer o autor.
Carla Ribeiro: Os teus livros foram publicados primeiro em edição de autor e depois deu-se o salto para a Presença. Qual é a sensação?
Rafael Loureiro: Antes de mais, para poderes entender um pouco melhor o que senti, deixa-me partilhar um pouco do que experienciei: Comecei a escrever contos soltos acerca de DelMoona em 2000 e no final de 2004 tinha Memórias de um Vampiro acabado. Em 2005 começo a enviar copias para dezenas de editoras. Mesmo sabendo que as tendências literárias do fantástico seriam para universos como Harry Potter e Senhor dos Anéis, mantinha uma expectativa alta. Claro que fui recebendo as cópias do livro devolvidas com a mesma resposta: “Agradecemos o envio da sua obra, mas temos a agenda editorial preenchida.” Obviamente fiquei tristíssimo, não tanto por não ser publicado, mas por me aperceber que a maior parte das editoras nem sequer respondeu, outras nem sequer leram o livro pois devolviam-mo ainda selado. Depois de tantas impressões, cartas, envelopes e selos desisti por alguns meses de procurar editora. Tentei novamente passado um ano (2006). Entrei em contacto, desta vez por email, com as mesmas editoras e outras diferentes. Mais uma vez, a maior parte delas nem sequer respondeu ao email (mentalmente agradeci não ter passado novamente noites em claro a imprimir livro atrás de livro). Foi então que decidi, em 2007 investir numa edição de autor. Vi-me então com 200 exemplares em mãos. E agora? Percorri a cidade onde vivo – Amadora – em busca de livrarias, ou outras lojas, onde pudesse deixar o livro a vender à comissão. Muito envergonhado, pois quando tentamos vender um produto nosso as pessoas desconfiam, lá encontrei 3 lojas onde deixei o livro. Em Lisboa fiz o mesmo e deixei apenas numa loja. Os meus amigos iam dando a conhecer o livro de boca em boca e no espaço de um ano a 1.ª edição esgotou. Em 2008 fiz a 2.ª edição e arrisquei editar também o Tomo II – Ascensão de Arcana. Desta vez vi-me com 300 livros em casa. Tentei falar com algumas lojas no Porto, em Faro, Coimbra, Tomar, entre outras, mas deixei a ideia de lado pois os portes de envio elevariam bastante o preço dos livros. Desta forma tentei contactar com as grandes livrarias como a Fnac, Bertrand, etc... e para meu desespero, todas me disseram que só trabalhavam com distribuidoras ou editoras. Tentei então falar com várias distribuidoras que por sua vez me comunicaram que apenas trabalhavam com editoras, estas que por sua vez “tinham a agenda ditorial preenchida”. Então como é que um novo autor entra neste ciclo fechado? Assim se passou o ano de 2008 e início de 2009, a vender os livros da mesma forma e também através da net, mais lentamente agora pois os espaços para venda eram poucos. Passei horas e horas em blogs, fóruns, etc. a publicitar os livros até que, este fenómeno acerca do universo do vampiro chegou a Portugal! Voltei a enviar emails numa derradeira tentativa de publicação e foi quando em Abril, 15 minutos antes de sair de casa para ir dar aulas, recebi a resposta da Editorial Presença a pedir um exemplar do livro. Dias mais tarde responderam por email “... e é com muito gosto que lhe comunico o nosso interesse em publicar a sua obra.” Qual é a sensação?! Cheguei tarde às aulas pois li e reli dezenas de vezes o email, de boca aberta, incrédulo. Durante as aulas não disse nada a ninguém e depois de ter dado as aulas nesse dia, veio o estado de choque. Fui beber um café a uma esplanada sozinho e permaneci sem me mexer durante uma boa meia hora.Penso que só acreditei mesmo quando contei à primeira pessoa. É uma sensação de júbilo e plenitude, mas penso que mais que isso, senti-me orgulhoso de nunca ter desistido, de nunca ter guardado o livro numa gaveta.
C.R.: Vampiros... são um dos meus temas preferidos no fantástico. Porque escolheste os vampiros?
R.L.: Essa é um pergunta difícil e demasiado pessoal para explicar... Mas passo a tentar: Desde novo, sempre gostei do universo do terror. Em filmes ou em histórias, adorava os Lobisomens, Vampiros, Fantasmas, Monstros, etc. Na juventude, ao descobrir a paixão pelo gótico e pelo ultra-romantismo descobri também muitos autores, filmes e artistas ligados a este género. Mas sempre que lia Anne Rice, Bram Stoker, Polidori,ou via filmes como Nosferatu de Murnau, The Lost Boys de Joel Schumacher, Vampiros de John Carpenter, ou até mesmo o RPG Vampire the Masquerade, sempre pensei para mim mesmo “Falta qualquer coisa em cada um deles.”. No entanto foi com eles que me identifiquei. Talvez pela sua dualidade, pelo romantismo, pela farsa com que tinham de viver... de sobreviver. Sem querer fui criando dentro de mim o Daimon (na altura, apenas DelMoona), um vampiro que bebe de todas estas influencias; um ser amaldiçoado que no entanto provêm de algo divino, um ser dividido constantemente em luta entre o bem e o mal, um ser que busca aquilo que perdeu – a alma, a an_ma, o que o faz mover e no entanto que ama mais do que seria permitido, um ser que esconde as suas paixões e demónios no meio das pessoas, um ser que quer reger-se por um código de honra superior a ele. Pergunto-me agora: Se o Daimon fosse humano, não seriamos todos um pouco assim?
C.R.: Parece-me (pelo menos foi o que a leitura me passou) que os teus personagens têm um forte componente emocional. Algum motivo em concreto para isso?
R.L.: Em relação aos personagens, tenho antes de mais de agradecer a alguns amigos - Filipa, André, Zé, Joana, Cristina, Carlos, Francisco e António - uma vez em que me baseei neles para a criação de alguns dos personagens. Fui buscar-lhes os aspectos físicos e traços de personalidade mais fortes. Conhecendoos tão bem, foi fácil saber como os personagens reagiriam face a qualquer situação. Era como se tivessem vida própria. Motivo concreto? Sinceramente não sei responder. Quis apenas dotá-los de paixões, de desejos, de medos e sofrimentos e tentei descrevê-los de maneira que o leitor os sentisse em si.
C.R.: Quais são os teus planos para o futuro, em termos literários?
R.L.: Para já, será editar o Tomo II e o Tomo III da trilogia Nocturnus. Não penso ainda a longo prazo pois estou a focar as minhas energias na revisão do Tomo III, mas... existe a ideia para um 4.º livro. Não queria desvendar muito porque ainda não sei se irei concretizar este projecto ou não, se assim for, posso adiantar que seria como um apêndice da trilogia, uma visão mais aprofundada das histórias dos personagens.
C.R.: A pergunta inevitável: quais são os teus autores e livros preferidos?
R.L.: Tantos e tão variados... Posso enumerar primeiro o livro que está sempre na minha mesinha de cabeceira: Bushido – O Código do Samurai de Daidoji Yuzan, um livro que recomendo a todos. Outros livros que adorei ler: Eu sou a Lenda de Richard Matheson, A Saga do Rei Dragão de Stephen Lawhead, A Conspiração e a Fortaleza Digital de Dan Brown, Os Pilares da Terra de Ken Follett, a saga Harry Potter da J.K. Rowling, claro, Entrevista com o Vampiro da Anne Rice e Drácula de Bram Stoker, na poesia releio regularmente os poemas de José Régio, Edgar Allan Poe, Soares de Passos, Florbela Espanca, Fernado Pessoa, etc., etc.
C.R.: Em que te inspiras para escrever?
R.L.: Creio de seja inevitável para um escritor deixar algo de si nos personagens que cria, no meu caso Daimon DelMoona tem as minhas paixões, os meus demónios, os meus medos, o meu código... O Daimon é aquilo que diariamente todos tentamos esconder, por isso, a minha fonte de inspiração acaba por ser o meu dia-adia, as minhas batalhas diárias, os meus desgostos e vitórias. Depois é só convertê-las, claro, para a realidade de Nocturnus.
C.R.: Como vês o estado da literatura fantástica no nosso país?
R.L.: Penso que se concorda quando digo que o literatura fantástica não faz grande parte da nossa tradição como país. Somos mais um país de poetas e de fado (que tanto aprecio), mas estas influências que bebemos de fora, estão a fazer crescer o gosto dos leitores e a despontar novos escritores nacionais para esta área. Parece-me que teremos – e já temos - uma geração de bons escritores da literatura deste género.
C.R.: Queres deixar alguma mensagem aos teus leitores e/ou a colegas escritores?
R.L.: Aos leitores, quero, com muita humildade, apenas agradecer o facto de terem ousado ler um novo autor. Num mercado em que se vive de grandes nomes, é difícil pegar num livro de um autor desconhecido. Obrigado a todos! Aos colegas escritores, especialmente àqueles que procuram editar o seu primeiro livro: Arrisquem, não deixem os originais nas gavetas e NÃO DESISTAM!!!!
Texto Original:
Entrevista de Carla Ribeiro e texto original da revista literária online Alterwords - edição 11. Para saber mais sobre Rafael Loureiro acesse o site http://nocturnus.blogs.sapo.pt/
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