sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Percy Jackson e os Olimpianos: O Ladrão de Raios


Fúria dos Deuses

Por Louise Duarte


Percy Jackson E Os Olimpianos é uma nova saga literária escrita para o público infanto-juvenil mas que também vai interessar aos adultos, especialmente os que gostam de mitologia grega.

Os órfãos de Harry Potter podem identificar algumas semelhanças entre os livros, mas o autor Rick Riordan conseguiu juntar elementos da mitologia grega e trazê-los para o mundo civilizado da era moderna.


No primeiro livro da saga O Ladrão de Raios, conhecemos Percy Jackson. Um garoto com problemas de dislexia que vai mal na escola, se mete em problemas e não suporta seu padastro. A primeira vista, tudo parece com mais um dia típico de um adolescente e seria se Percy não fosse filho de Poseidon, o deus do Mar.

Percy acaba descobrindo que Grover, seu melhor amigo que ele achava que usava muletas por conta de um acidente era um Sátiro e seu professor favorito Quiron era um Centauro. Eles precisavam protegê-los de criaturas mitológicas que queriam matá-lo agora que descobriram sua existência.

Ele ganha uma caneta mágica dada pelo centauro Quiron que na verdade é uma espada chamada Contracorrente. Espada que ele usa para lutar contra criaturas mitológicas.

Percy é obrigado a ir para o acampamento meio sangue onde os filhos de outros deuses moram. Lá ele conhece Annabeth, filha da deusa Atena além da sua inimiga Clarisse, filha de Ares sem contar com Luke, filho de Hermes.

O semi-deus descobre que na verdade não possui dislexia e assim como os outros adolescentes do acampamento, o que ele tem é conhecido como transtorno do déficit de atenção porque a mente deles está fisicamente programada para ler somente grego antigo. Além disso, o fato dele ser impulsivo e não conseguir ficar quieto são reflexos do campo de batalha, que o manterão vivo em uma luta de verdade.

Depois de uma luta contra um minotauro que seqüestrou sua mãe, mas que mais tarde ele acaba descobrindo que ela foi mandada para o submundo comandado por Hades, Percy resolve ir resgatar sua mãe com a ajuda de Grover e Annabeth que vão com ele, mesmo sobre protestos do garoto.

No meio de tudo isso, ele ainda precisa lidar com dois contratempos. O primeiro é que depois do acidente que sofreu com sua mãe no carro, ele é procurado vivo ou morto e é considerado perigoso pelas autoridades humanas locais. A segunda é que o raio principal de Zeus foi roubado e que ele precisa recuperá-lo.

O semi-deus também descobre que não é muito querido por seus “tios”. Eles o querem morto pelo fato de Poseidon ter quebrado sua promessa. Depois da segunda guerra mundial, os três deuses Zeus, Hades e Poseidon haviam prometido que não iriam ter mais relações com humanos, mas Poseidon acabou quebrando essa promessa quando se envolveu com Sally, mãe de Percy sendo obrigado a abandoná-lo depois, mesmo a contragosto.

Durante a jornada deles, eles tem algumas paradas pelo caminho nem um pouco agradáveis. Por pouco não viram estátuas de pedra quando cruzam com Medusa em uma lanchonete comandada por ela que a disfarçou como um empório de anões de jardim. Graças a Grover que reconheceu um parente petrificado, eles conseguiram sair vivos e ainda enfrentaram Medusa, arrancando-lhe a cabeça e levando como troféu para a viagem deles.

Outra parada um pouco mais agradável, mas ainda assim perigosa é em Las Vegas onde eles são seduzidos a ficarem hospedados no hotel e cassino Lótus. Chegando lá, são oferecidos a eles todas as mordomias de um hotel cinco estrelas, com direito a games, bumge-jump, telas widescreen, internet banda larga, TV a cabo e muitas outras tentações. Mas Percy começa a notar como os adolescentes se comportavam de maneira estranha quando começa a conversar com eles. Um achava que estava no ano de 1977, outro em 1985 e outro em 1993. É quando ele se dá conta de que aquilo era uma armadilha. O tempo lá passava diferente. Algumas horas viravam anos em questão de segundos, sem eles notarem. Armadilha, obviamente Orquestrada por Ares, o deus da Guerra que não quer que Percy e seus amigos recuperem o raio de Zeus. Percy consegue quebrar o feitiço e tirar seus amigos do transe enquanto correm para a Califórnia para encontrar Hades e conseguir resgatar a mãe de Percy antes que seja tarde demais.

Quando ele finalmente chega ao seu destino, ele descobre o raio de Zeus na mochila que Ares havia lhe dado, se tocando que o deus da guerra havia colocado lá. Hades tenta barganhar pelo raio, mas Percy acaba conseguindo voltar com sua mãe e Annabeth, tendo que deixar Grover para trás.
Depois de lutar contra Ares para poder conseguir devolver o raio para Zeus, Percy finalmente consegue ir ao Monte Olimpo que ficava em Manhattan, no edifício Empire State no 600o andar. Mesmo que enfrentando a fúria de Zeus, ele devolve o raio a ele. Conhece seu pai pessoalmente, mas o encontro não é dos melhores pois Percy continua magoado com ele por te-lo abandonado quando ele era um bebê.

No final, os três amigos voltam ao acampamento felizes por terem sido bem sucedidos em sua jornada e prontos para irem para casa já que as férias de verão iriam começar e eles agora iriam aproveitar para descansar. Voltando somente no segundo livro da saga “O Mar de Monstros”, prontos para novas aventuras.

O Ladrão de Raios mostra o inicio de uma saga divertida, misturando ação, aventura, comédia em uma historia que ainda ajuda os leitores a entenderem um pouco mais de mitologia grega. Se você já conhecia os personagens, certamente vai adorar as novas versões contemporâneas dadas a eles, se não conhecia vai ficar com vontade de ler qualquer coisa relacionada aos mesmos para descobrir mais sobre a fascinante história da civilização grega.

Resenha Original:
Repórter de Aço de Louise Duarte (Atualmente editora do Portal Tabula Rasa)


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