Literatura Fantástica nas ondas do rádio




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domingo, 13 de março de 2011

Mês de São Valentim VI


O Crime de Amar

por Daniel Cavalcante


– Eu te ensinei desde seus primeiros dias, Maia. Nós não amamos – Era o que dizia Alex, o líder e juiz do nosso clã, General do Exército da Noite e, por um acaso, meu pai e mentor, aquele que me deu o dom da vida eterna.

Doutrinava-me como um padre catequizando um pagão.

– Devemos aprender a controlar essa coisa repulsiva que os humanos chamam de “amor” – dizia ele, pronunciando a ultima palavra com tom de quem tem nojo.

Caminhávamos pelos túneis úmidos e frios de nossas passagens subterrâneas, debaixo da cidade, onde ele aprisionava os párias de nosso clã. Tais calabouços eram conectados ao sistema de esgotos, onde era sabido que os lupinos, em suas primeiras transformações, costumavam se refugiar dos olhares humanos, se alimentando de ratos e tudo o mais que encontrassem. Era nossa pior sentença de morte, uma grande humilhação um vampiro ser condenado à morte nas garras de nossos inimigos.

sábado, 12 de março de 2011

Mês de São Valentim V


Nunca Mais

por Alícia Azevedo


Ela fora trancada no sótão mais uma vez. Não era má, mas agora estava disposta a ser. Sabia exatamente o que vinha depois. Olhava seu reflexo no espelho oval empoeirado e repetia para si mesma, com uma estranha força no olhar.

- Nunca mais. Nunca mais. Nunca mais.

Suas palavras ressonavam pelo cômodo incomodando o silêncio pouco salutar. A imagem no espelho se petrificava, mas ela não parava de repetir aquelas palavras cheias de amargor, de dor e de cansaço. O espelho tinha absorvido aquela dor por muitos anos, mas não absorveria mais. Tudo terminaria naquele dia cinzento. Apesar de seus lábios repetirem incansavelmente sua súplica derradeira, seu reflexo não se mexia mais.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Mês de São Valentim IV


Uma Noite de Fogo

por Carla Ribeiro


Quero uma noite de fogo
Um silêncio que se estende entre
sinfonias abissais
E se abre sobre os primórdios da
imensidade
Como uma cruz de quimeras,
O olhar da esfera que divaga por dentro
do meu coração
E o absurdo dos impulsos

sábado, 5 de março de 2011

Mês de São Valentim III


Piquenique nas estrelas

por Louise Duarte


Luisa e Carlos sobrevoavam o Rio de Janeiro em uma noite estrelada típica de verão. Aliás, um verão calorento demais para o gosto de Luisa. Desde que começou a controlar melhor seus poderes de bruxa, ela andou treinando diferentes tipos de magia que incluíam a arte do voo, não muito fácil para aprendizes de bruxos como sua avó Patricia sempre frisava ao mencionar os netos, Luisa e seu irmão gêmeo Lucas.

De qualquer jeito, Luisa havia começado a treinar seus poderes desde que finalmente decidiu aceitar seu destino. Ela era mesmo uma bruxa e não tinha como escapar. Está em seu DNA assim como ser repórter. Eram duas coisas de que ela não poderia fugir.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Mês de São Valentim II


Vampire Secrets

por Adriano Siqueira


Quer mesmo sentir meu abraço
com o vento frio desta noite?
Quer mesmo sentir meus beijos
com o sabor do meu sangue?

Então segure a minha mão
e olhe para os meus olhos.
Verá um mundo a ser descoberto,
Um homem a ser desvendado.
um ritual a ser seguido.
um amor revelado.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mês de São Valentim I


Prisioneira

por NanaB.Poetisa


Longe dos olhos do amado, ela chora!
Suspira de saudades do Amor Imortal;
Afastado dela, Pobre Dânae...
Por capricho paternal.

Encerrada...
No alto da torre bronzeada.
Sofre calada, enclausurada.
Sobrepuja o sofrimento, abnegada.

Geme seu lamento incompreendido,
Infortúnio desmedido.
Castigo insano,
imerecido.

Roga às estrelas:
- Restitui-me o amado perdido!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dia de São Valentim (Valentine´s Day)


Amantes Vampiros

por Adriano Siqueira


Que tuas mãos, ao me tocar, sinta
imediatamente todo o fervor de
meu corpo junto ao seu e que
nosso sangue se misture como uma
bebida destilada, alcoólica e se
transforme em puro absinto natural
para nos deixar completamente
loucos pelo desejo que sentimos
em cada sensação, cada carícia.

Assim poderemos realizar nossos
mais prufundos desejos que há
tempos não realizamos.
Venha.