sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Arquivo CS

Hoje no Contos Sobrenaturais, um novo audioconto do autor Eduardo Alves, que está de volta ao programa dessa semana, com uma misteriosa história, que faz juz a um fã de Arquivo X. O autor também tem um conto em nossa sessão de contos, chamado 'A Prisão'. Se ainda não leu, confira.

Eduardo Alves é um apaixonado pelo Universo dos quadrinhos, assim como por filmes e séries que abordam o tema sobrenatural, como também os gêneros de ficção científica, fantasia e terror. Além de gostar muito da literatura policial. Fez parte da equipe do Jornal Gazeta Estudantil e do Gazeta Pauferrense. Como cartunista, Eduardo publicou trabalhos nos fanzines Gama do Rio Grande do Norte e Manicomics do Rio de Janeiro, bem como na edição 155 de Superaventuras Marvel da Editora Abril. Atualmente é colabora do programa 'Contos Sobrenaturais' da Digital Rio, sendo que terá mais contos postados no blog, assim como um audioconto indo ao ar hoje. Eduardo Alves também colabora como do site Sertão Rock, com a coluna 'Nada V'.

Se quiser saber um pouco mais sobre Eduardo Alves, passe no site do Sertão Rock e deixe um recado.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Além da rota Rio-São Paulo I

Hoje estreamos a sessão 'Além da rota Rio-São Paulo', com um autor baiano.

Carlos Costa é um romancista por natureza e vem mostrar em seu livro 'Quando dormem as Feiticeiras', que não é só de vampiros que vive a literatura fantástica brasileira.

Carlos Costa nasceu no interior da Bahia, em Itapetinga, vindo de uma família tradicionalmente católica. Na famosa "idade do porquê", junto com seu interesse por astronomia, começou a buscar respostas aos mistérios da vida além das estrelas. E isso o fez descobrir os livros cedo.

Formado em Odontologia e Psicologia, o autor costuma dizer que foi do dente ao transcendente. Dividindo o seu tempo entre a clínica, o ensino e os escritos.

Atualmente reside em Salvador e iniciou sua busca espiritual, descobrindo as religiões orientais e o ocultismo. Para mais tarde iniciar no caminho da Magia e nas velhas religiões.

Em seu romance 'Quando dormem as Feiticeiras', Carlos Costa leva o leitou, a um universo místico e envolvente, buscando resgatar os valores atribuídos as mulheres no desenvolvimento da história do Ocidente.

Trata-se de um romance histórico, que se passa bem no meio da Inquisição. Onde o leitor é transportado através da história, até um cenário de perseguição as mulheres, principalmente, e seus conhecimentos milenários. Sendo que a maioria delas, eram consideradas "aberrações" por serem portadoras de um conhecimento, a muitos desconhecido, que foi visto como ameaça pela Igreja.


"Medricie será iniciada na magia, e sua vida nunca mais será a mesma. O contato com Urtra, uma feiticeira-loba, a libertará das culpas e dos medos. Urtra é uma bruxa maior, ligada aos lobos por uma tradição da Magia Natural e a uma fonte de poder que está além deste mundo. O ano é 1491, nas proximidades das velhas cidades de Albi e Cordes até Les Baux de Provence, França. Este livro conta a história do que restou de uma comunidade de mulheres que viviam entre um vale temido, cidadelas e vilas, formando uma irmandade misteriosa e fascinante de feiticeiras-lobas. Mulheres de beleza extraordinária, fortes e orgulhosas de suas existências, dedicadas, ainda que naqueles tempos da Inquisição, ao culto do feminino. O lobo representava um portal de comunicação com o mundo espiritual e o poder de manipulação sobre a esfera material e tangível."

Para saber mais sobre Carlos Costa visite o blog do autor:
blogs.myspace.com/carloshacosta ou vá ao site da editora Novo Século.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Música que nasceu vampiresca

Todo mundo sabe que há músicas, que basta escutar um pequeno trecho, que você logo pensa: "Essa é draculesca!"

Um bom exemplo é a música 'Sweet Dreams'... Não, não estou falando da música da Beyoncès. A 'Sweet Dreams' a qual me refiro, é uma música antiga que o cantor Marilyn Manson fez uma cover, que deixa qualquer um com medo do escuro ao ouvir.



E a música um dia foi assim:



Tão sinistra ficou a música na voz de Marilyn Manson, que o parceiro de Wes Craven (dos filmes 'Pânico'), Kevin Williamson a usou em sua antiga série 'Dawson´s Creek', em um episódio dedicado a Histórias Terror. No episódio, a turma de protagonistas da série, conta suas inusitadas aventuras durante a noite de Halloween. Mostrando que Kevin Williamson não tinha perdido seu toque sinistro. (*)

Se bem que é uma versão feita por Marilyn Manson, que também fez a cover de 'Tainted Love' que ficou assim:



Quando era:



Marilyn Manson parece tem um toque de Midas, ou diria de Drácula, quando faz cover de alguma música.

No entanto, nem sempre as músicas precisam de uma versão cover sinistra, para ter um toque vampiresco.

O melhor exemplo desse tipo de música, é a música 'Wicked Game'. Essa música nasceu vampiresca. Conhecida pelos brasileiros fãs de vampiros, da época da novela 'Vamp'. Estou falando da música que na novela, era o tema do vampiresco casal Gerald e Scarlet, que já tinha um toque draculesco naquele tempo.



Versão integral:

http://www.youtube.com/watch?v=-oaHHrNQVrg

Mesmo tendo um clip despretensioso, querendo mostrar apenas o romantismo contido na letra, é impossível escutá-la e não pensar além... Pensar no toque sensual tão caracteristicos dos vampiros. Como se ela tivesse sido feita para eles.

Exagero? Talvez influência da novela 'Vamp'? Acho que não, pois os roqueiros do HIM fizeram uma cover, digna de um discípulo de Marilyn Manson.



Com direito a metáfora aos vampiros, através das asas do anjo da noite presente no clip.

(*Nota: O escritor e produtor Kevin Williamson está em 'Vampire Diaries' atualmente e graças a ele, uma série que tinha tudo para ser só uma série sobre vampiros no colégio, está se tornando uma das mais sinistras já produzidas até hoje... Com classificação livre, quero dizer. Porque temos 'True Blood' da HBO, que anda surpreendendo as expectativas.)

Texto Original:

Queen of the Spoilers (Anny Lucard)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Em Quadrinhos III

A CAÇADORA 3

CLICK NA IMAGEM PARA AMPLIAR E LER

A tirinha foi criada por Vivianne Fair, que além de desenhar, também escreve. Vivianne Fair (também conhecida por Chefa) é autora do livro 'Cavaleiros do RPG', recentemente traduzido para o inglês. Trabalha também com ilustrações, inclusive internacionais. Carioca, atualmente mora em Brasília com seu filho, um crítico ferrenho de suas obras.

A história da tirinha é baseada na trilogia escrita por Vivianne, 'A Caçadora', que conta como a vida de uma simples secretária, Jéssica, muda, quando ela descobre que seus pais, são na verdade caçadores de vampiros.

A autora já avisa, apesar da moda vampiresca, sua história é muito mais cômica... E pelas primeiras tirinhas, os leitores já percebem do que os vampiros criados por Vivianne Fair, são capazes. Afinal Zack é o único vampiro, que foi tirar satisfação com a Stephanie Meyer.

Para saber mais sobre Vivianne Fair, vá ao blog Recanto da Chefa, ou no seu twitter: http://twitter.com/viviannefair

E o pessoal do Skoob, pode seguir a Chefa.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Colaboração XII




Entrevista com...
Fábio Ventura, escritor


Foi lançado no início de Setembro o livro de estreia deste jovem escritor nacional. E como eu já o li (vejam a opinião na secção Livro do Mês) e fiquei com vontade de saber mais, decidi fazer algumas perguntas a este jovem autor. Curiosos? Venham comigo!


Carla Ribeiro: Acabas de lançar o teu primeiro livro. Como te sentes?

Fábio Ventura: A sensação é muito difícil de explicar. Quando soube que o livro ia ser publicado, comecei por não acreditar, por achar que não era real. Estava numa fase chata da minha vida e tamanha sorte até me assustou um pouco. Mas agora que já tenho o livro nas mãos, já acalmei um bocado, embora esteja bastante feliz. Deve ser
uma das melhores sensações da nossa vida olhar para o nosso livro nas livrarias e saber que a nossa história vai ser lida por outras pessoas.


C.R.: O que é que te levou a escrever no género fantástico?

F.V.: O fantástico sempre foi o género que mais me cativou e interessou. Desde pequeno que ficava fascinado com as histórias maravilhosas e mirabolantes do género fantástico. Como sempre me identifiquei, decidi escrever também um livro de fantasia. No entanto, e uma vez que é um género que nos dá uma grande liberdade criativa, tentei ser o mais original possível e criar uma história e um mundo só meus, sem grandes influências de outros livros que já li.


C.R.: Quais são os livros/bandas/filmes que mais te inspiram/influenciam?

F.V.: Bem, eu sou daquelas autores que vêem a música como um motor e um elemento muito importante para a escrita. Não sou capaz de escrever sem ouvir música. E aqui destaco bandas como os Evanescence (especialmente este banda, de quem sou fã acérrimo), Paramore, Panic at the Disco, The Killers, etc. que, por alguma razão, me inspiraram imenso quando produzi a história. Não falo de inspiração pelas letras das músicas, mas pela sonoridade em si. Relativamente a livros, não me inspirei em nenhum em específico, embora tenha "bebido" alguma influência na saga do Crepúsculo para criar a história de amor em "Orbias". Quanto a filmes, tive muita inspiração
em toda a estética e surrealismo de verdadeiros artistas como Tim Burton e Hayao Miyazaki. É de salientar também que também me inspirei bastante nas narrativas
dos videojogos nipónicos, nomeadamente de RPG's como Final Fantasy ou dos Anime japoneses, como é o caso de Sailor Moon ou Escaflowne.


C.R.: Como é o teu processo de escrita? Instintivo, planeado...

F.V.: O único planeamento que faço é em relação aos nomes das personagens e locais. E confesso que é o que tenho mais dificuldade quando escrevo, pois tento procurar
nomes com simbolismo, mas que sejam apelativos também. Depois é só ter uma folha ao lado para tirar alguns apontamentos, ligar a música e deixar fluir a história. Costumo dizer que eu sou apenas o canal que as personagens utilizam para contar a
sua própria história. Uma coisa engraçada é que utilizo os meus sonhos como inspiração para escrever, o que acentua o facto de ter uma escrita bastante instintiva.


C.R.: Quais são, em termos literários, os teus planos para o futuro?

F.V.: Os meus planos são...continuar a escrever! Sei que não posso viver da escrita, pelo menos em Portugal. Mas vou tornar a escrita como uma prioridade na minha vida. Adoro criar histórias para os outros. A Casa das Letras e o grupo Leya já mostraram
interesse num segundo volume de "Orbias" e já comecei a escrevê-lo. Mas neste momento já tenho ideias para outro romance que, embora com alguns elementos de fantástico, será mais adulto e dramático.


C.R.: O que julgas que poderia ser feito para melhorar a divulgação dos autores nacionais?

F.V.: Essa é uma questão bastante complicada...Sinceramente, eu não percebo muito bem as estratégias ou critérios das editoras em Portugal. Mas a meu ver, elas preferem apostar fortemente na divulgação de autores estrangeiros porque sabem que fora de Portugal tiveram sucesso junto do público. Uma maior divulgação de autores nacionais comporta sempre um enorme risco porque habitualmente é o próprio público
português que não procura autores portugueses. Mas aqui entra o papel do "autor actual". Porque não o próprio autor fazer uso das ferramentas da Web 2.0 (blog,
videoblog, Twitter, etc.) para divulgar a sua obra? Eu fiz isso com a minha obra, pois sabia que as editoras em Portugal ainda não estão preparadas para uma boa divulgação pela Internet. E até agora tenho sido bem sucedido.

C.R.: Vais continuar a escrever no fantástico? Ou também experimentar outros géneros?

F.V.: Acho que acabei por responder a isso na pergunta 5. O fantástico é o meu género de eleição. Mas gostaria de explorar outros géneros. Não só para não tornar a minha carreira monótona, mas porque queria explorar a minha criatividade e ganhar alguma experiência na escrita.


C.R.: Queres deixar alguma mensagem aos teus leitores?

F.V.: Claro! Queria dizer que estou bastante feliz por poder mostrar-vos a minha história que, embora não seja perfeita, tem muito empenho da minha parte e comporta um grande desejo meu: fazer-vos sonhar. Nunca deixem de sonhar nem de imaginar. Porque mundos fantásticos existem, de facto. E cada um de nós tem o seu.


Texto Original:

Entrevista de Carla Ribeiro e texto original da revista literária online Alterwords - edição 9.
Para saber mais sobre Fábio Ventura acesse o site http://orbias-asguerreirasdadeusa.blogspot.com/

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Adorável Adriano retorna ao Contos Sobrenaturais

Os primeiros contos que foram ao ar de Adriano Siqueira, aqui na Digital Rio, contaram com a produção do próprio autor. Porém suas últimas colaborações foram mais de textos, inclusive o audioconto natalino foi produzido aqui mesmo na rádio, com naração de nossa jornalista cultura, Louise Duarte.

Sendo que essa noite, teremos um conto produzido por Adriano Siqueira, indo ao ar. O autor é um contista de literatura fantástica de São Paulo e criador de um dos sites mais completos sobre vampiros e seres noturnos, o Adorável Noite, que esse ano de 2010 completa 10 anos de existência.





Além de escritor, Adriano Siqueira também é colecionador, conhecido por ter uma das coleções mais vastas sobre vampiros, HQs e ficção científica.



Para saber mais sobre Adriano Siqueira, entre no twitter do autor:
http://twitter.com/adrianosiqueira
Ou visite as páginas do Adorável Noite e do Contos de Vampiros

domingo, 17 de janeiro de 2010

Colaboração XI

O Livro dos Contos Enfeitiçados (Resenha)


Não Creio em Bruxas, Mas que elas Existem, Existem.

Martha Argel, conhecida escritora de livros sobre vampiros como Relações de Sangue, O Vampiro na Mata Atlântica além de participar da coletânia Amor Vampiro, em que escreve com outros autores contos sobre vampiros, não escreveu só sobre as criaturas da noite. Também escreveu sobre aves já que faz parte de sua formação acadêmica, afinal de contas ela é bióloga formada pela USP além de ser doutoura em Ecologia formada pela Universidade de Campinas. Martha também escreveu sobre magia em um livro de contos entitulado O Livro dos Contos Enfeitiçados de 2006 publicado pela Editora Landy.

Com sete ótimos contos com um pouco do senso de humor da autora já divulgado em trabalhos anteriores, cada um dos contos narra um pouco da magia e encanto que oferecem.

Amarelo, Amarelo conta a fábula da pequena Beatrix de três anos, que depois de perder seus pais em um acidente de carro, vai morar com a tia Valerie, uma artista plástica que nota algo peculiar na pequena garota. O gosto por vestidos e coisas amarelas.

Eu Detesto Futebol mostra um grupo de bruxas brasileiras que tem um inimigo em comum: O futebol e que estão dispostas em usar um feitiço para exterminar com o inimigo de uma vez por todas.

O Verdadeiro Poder narra a história de Liana que é tomada por algo sobrenatural drenando suas forças vitais deixando-a a beira da morte, enquanto seu amor Heitor tenta salvá-la ao mesmo tempo em que é amado por Samara que decide unir seu poder ao dele no intuito de salvar Liana.

O Olho Vermelho mostra um inquilino se mudando para um quartinho em que um sensor vermelho começa a incomodá-lo e ele procura pensar em formas de enganar o sensor e ficando obcecado com isso.

Final Feliz é um conto de fadas de uma princesa de um reino distante que vai pedir ajuda a um grande mago para achar seu tão sonhado príncipe encantado.

O Livro dos Contos Enfeitiçados que dá nome ao livro, mostra um livro assustador que pode guardar em suas páginas os maiores medos de seus leitores.

Sofia, último e mais longo dos contos apresentados e também o mais interessante, mostra um aniversário diferente para a jovem Sofia, que acaba de completar 25 anos e com isso descobre não só ser uma bruxa, mas também a única poderosa o suficiente de derrotar a maléfica Olympia.

Cada um dos contos, mostra de maneira única como a magia pode estar presente na vida de cada um dos personagens de maneira diferente, alguns abordando de maneira cômica outras de maneira mais trágica e dramática, mas todos tem o estilo literário que Martha Argel cativou seus leitores desde Relações de Sangue.

Aproveite a visita e dê uma lida na entrevista que fiz com Martha Argel e Giulia Moon, durante a passagem delas pelo Rio em Outubro, na mesa Redonda que a Saraiva Mega Store do Rio Sul promoveu: Vampiras Paulistas em Solo Carioca.

Texto Original:
Repórter de Aço de Louise Duarte

sábado, 16 de janeiro de 2010

Em Quadrinhos II

A CAÇADORA 2

CLICK NA IMAGEM PARA AMPLIAR E LER

A tirinha foi criada por Vivianne Fair, que além de desenhar, também escreve. Vivianne Fair (também conhecida por Chefa) é autora do livro 'Cavaleiros do RPG', recentemente traduzido para o inglês. Trabalha também com ilustrações, inclusive internacionais. Carioca, atualmente mora em Brasília com seu filho, um crítico ferrenho de suas obras.

A história da tirinha é baseada na trilogia escrita por Vivianne, 'A Caçadora', que conta como a vida de uma simples secretária, Jéssica, muda, quando ela descobre que seus pais, são na verdade caçadores de vampiros.

A autora já avisa, apesar da moda vampiresca, sua história é muito mais cômica... E pelas primeiras tirinhas, os leitores já percebem do que os vampiros criados por Vivianne Fair, são capazes. Afinal Zack é o único vampiro, que foi tirar satisfação com a Stephanie Meyer.

Para saber mais sobre Vivianne Fair, vá ao blog Recanto da Chefa, ou no seu twitter: http://twitter.com/viviannefair

E o pessoal do Skoob, pode seguir a Chefa.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Suspense sobrenatural no programa dessa noite

Hoje no programa Contos Sobrenaturais teremos um conto do Luis Eduardo Matta, autor aqui do Rio de Janeiro, famoso por sua paixão por thrillers, mas que também escreve deliciosos contos com toque sobrenatural, como poderão constatar ao escutar o audioconto desta noite.

Luis Eduardo Matta mora aqui no Rio de Janeiro, onde também nasceu. Descendente de libaneses pelo lado paterno, ele iniciou sua carreira bem jovem, aos 18 anos, com a publicação do thriller Conexão Beirute-Teeran, ambientado no pós-guerra do Líbano. O livro recebeu prefácio do escritor Mansour Challita, ex-embaixador da Liga dos Estados Árabes e uma das maiores autoridades em assuntos do Oriente Médio aqui no Brasil.

No entanto, o segundo livro do autor, Ira Implacável, só seria lançado 10 anos depois. Sendo um romance de suspense e espionagem, sobre uma grande conspiração terrorista internacional.

Continuando a escrever sobre seu gênero favorito, Luis Eduardo Matta lançou o livro 120 Horas, um thriller ambientado no mundo da alta-costura, tendo os bastidores do tráfico internacional de armas e material atômico, com base para uma trama conspiratória de primeira.

Visando despertar a paixão de ler um bom livro nos jovens brasileiros, que em geral só leem por obrigação escolar, o autor começou a escrever livros de thriller para os adolescente. O primeiro foi Morte no Colégio, que foi muito bem recebido e trata-se de um fenômeno até entre as escolas, que buscam incentivar seus alunos a ler por prazer. Também escreveu mais dois livros do gênero, Roubo no Paço Imperial e O Rubi do Planalto Central, prometendo se dedicar mais ao público jovem brasileiro. O que é uma ótima notícia, já que todos sabemos, ser um público carente de bons livros para sua faixa etária.

O livro mais recente publicado por Luis Eduardo Matta, chama-se O Véu e trata-se de um thriller envolvendo muito suspense e mistério, ambientado no mundo do mercado de arte, tendo envolvimento com a política iraniana.

O Véu
fez parte do sorteio de natal aqui na Digital Rio e é super recomendado.

Como contistas participou de duas Coletâneas, Território V - Vampiros em Guerra organizada por Kizzy Ysatis (que tem o prefácio de outro de nossos autores colaboradores, Giulia Moon) e Dimensões.BR, organizada por Helena Gomes.

Para saber mais sobre autor, leia a entrevista exclusiva, que nossa jornalista Louise Duarte fez com Luis Eduardo Matta, no lançamento de O Véu aqui no Rio, ou visitar o site do autor.

http://www.lematta.com/

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Colaboração X



Não te encontro

de Bruno Pereira

Apareces embalada pela escuridão
Enrolada em veludo
Como uma luz que se extingue na
obscuridade
De tão amargo coração.
A mim me iludo
Escondo a verdade.
Parcas esperanças que o destino te traga
novamente
A ti e não ao fantasma que és neste
presente
Não quem me mata lentamente
Quem estando ao meu lado está ausente.
Não te encontras…
Não te encontro…



Bruno Pereira é de Portugal, Mondim de Basto em Vila Real, tem 26 anos, dois livros de poesia lançados em seu nome "Fragmentos" e "Cruzamentos"(este com mais dois autores, Adriano Ferreira e Márcio Oliveira). Também escreveu um livro de literatura fantástica chamado "Éden - Reinado dos Céus" (o primeiro de uma trilogia). Seus estilos literários favoritos são a poesia e a fantasia. Faz Ciências da Comunicação na faculdade e também é um dos autores da revista literária online Alterwords.

Para saber mais sobre Bruno Pereira, acesse o site de poesia do autor: http://www.oparaisonaoeaqui.blogspot.com/

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Colaboração IX

Entrevista com...

Rafael Loureiro, escritor

Numa altura em que os vampiros são um tema actual na literatura, decidimos descobrir os pontos de vista de um autor nacional que se dedicou a este tema. O livro é “Memórias de um Vampiro”, e já foi comentado num dos números anteriores. Agora vamos conhecer o autor.


Carla Ribeiro: Os teus livros foram publicados primeiro em edição de autor e depois deu-se o salto para a Presença. Qual é a sensação?

Rafael Loureiro: Antes de mais, para poderes entender um pouco melhor o que senti, deixa-me partilhar um pouco do que experienciei: Comecei a escrever contos soltos acerca de DelMoona em 2000 e no final de 2004 tinha Memórias de um Vampiro acabado. Em 2005 começo a enviar copias para dezenas de editoras. Mesmo sabendo que as tendências literárias do fantástico seriam para universos como Harry Potter e Senhor dos Anéis, mantinha uma expectativa alta. Claro que fui recebendo as cópias do livro devolvidas com a mesma resposta: “Agradecemos o envio da sua obra, mas temos a agenda editorial preenchida.” Obviamente fiquei tristíssimo, não tanto por não ser publicado, mas por me aperceber que a maior parte das editoras nem sequer respondeu, outras nem sequer leram o livro pois devolviam-mo ainda selado. Depois de tantas impressões, cartas, envelopes e selos desisti por alguns meses de procurar editora. Tentei novamente passado um ano (2006). Entrei em contacto, desta vez por email, com as mesmas editoras e outras diferentes. Mais uma vez, a maior parte delas nem sequer respondeu ao email (mentalmente agradeci não ter passado novamente noites em claro a imprimir livro atrás de livro). Foi então que decidi, em 2007 investir numa edição de autor. Vi-me então com 200 exemplares em mãos. E agora? Percorri a cidade onde vivo – Amadora – em busca de livrarias, ou outras lojas, onde pudesse deixar o livro a vender à comissão. Muito envergonhado, pois quando tentamos vender um produto nosso as pessoas desconfiam, lá encontrei 3 lojas onde deixei o livro. Em Lisboa fiz o mesmo e deixei apenas numa loja. Os meus amigos iam dando a conhecer o livro de boca em boca e no espaço de um ano a 1.ª edição esgotou. Em 2008 fiz a 2.ª edição e arrisquei editar também o Tomo II – Ascensão de Arcana. Desta vez vi-me com 300 livros em casa. Tentei falar com algumas lojas no Porto, em Faro, Coimbra, Tomar, entre outras, mas deixei a ideia de lado pois os portes de envio elevariam bastante o preço dos livros. Desta forma tentei contactar com as grandes livrarias como a Fnac, Bertrand, etc... e para meu desespero, todas me disseram que só trabalhavam com distribuidoras ou editoras. Tentei então falar com várias distribuidoras que por sua vez me comunicaram que apenas trabalhavam com editoras, estas que por sua vez “tinham a agenda ditorial preenchida”. Então como é que um novo autor entra neste ciclo fechado? Assim se passou o ano de 2008 e início de 2009, a vender os livros da mesma forma e também através da net, mais lentamente agora pois os espaços para venda eram poucos. Passei horas e horas em blogs, fóruns, etc. a publicitar os livros até que, este fenómeno acerca do universo do vampiro chegou a Portugal! Voltei a enviar emails numa derradeira tentativa de publicação e foi quando em Abril, 15 minutos antes de sair de casa para ir dar aulas, recebi a resposta da Editorial Presença a pedir um exemplar do livro. Dias mais tarde responderam por email “... e é com muito gosto que lhe comunico o nosso interesse em publicar a sua obra.” Qual é a sensação?! Cheguei tarde às aulas pois li e reli dezenas de vezes o email, de boca aberta, incrédulo. Durante as aulas não disse nada a ninguém e depois de ter dado as aulas nesse dia, veio o estado de choque. Fui beber um café a uma esplanada sozinho e permaneci sem me mexer durante uma boa meia hora.Penso que só acreditei mesmo quando contei à primeira pessoa. É uma sensação de júbilo e plenitude, mas penso que mais que isso, senti-me orgulhoso de nunca ter desistido, de nunca ter guardado o livro numa gaveta.


C.R.: Vampiros... são um dos meus temas preferidos no fantástico. Porque escolheste os vampiros?

R.L.: Essa é um pergunta difícil e demasiado pessoal para explicar... Mas passo a tentar: Desde novo, sempre gostei do universo do terror. Em filmes ou em histórias, adorava os Lobisomens, Vampiros, Fantasmas, Monstros, etc. Na juventude, ao descobrir a paixão pelo gótico e pelo ultra-romantismo descobri também muitos autores, filmes e artistas ligados a este género. Mas sempre que lia Anne Rice, Bram Stoker, Polidori,ou via filmes como Nosferatu de Murnau, The Lost Boys de Joel Schumacher, Vampiros de John Carpenter, ou até mesmo o RPG Vampire the Masquerade, sempre pensei para mim mesmo “Falta qualquer coisa em cada um deles.”. No entanto foi com eles que me identifiquei. Talvez pela sua dualidade, pelo romantismo, pela farsa com que tinham de viver... de sobreviver. Sem querer fui criando dentro de mim o Daimon (na altura, apenas DelMoona), um vampiro que bebe de todas estas influencias; um ser amaldiçoado que no entanto provêm de algo divino, um ser dividido constantemente em luta entre o bem e o mal, um ser que busca aquilo que perdeu – a alma, a an_ma, o que o faz mover e no entanto que ama mais do que seria permitido, um ser que esconde as suas paixões e demónios no meio das pessoas, um ser que quer reger-se por um código de honra superior a ele. Pergunto-me agora: Se o Daimon fosse humano, não seriamos todos um pouco assim?


C.R.: Parece-me (pelo menos foi o que a leitura me passou) que os teus personagens têm um forte componente emocional. Algum motivo em concreto para isso?

R.L.: Em relação aos personagens, tenho antes de mais de agradecer a alguns amigos - Filipa, André, Zé, Joana, Cristina, Carlos, Francisco e António - uma vez em que me baseei neles para a criação de alguns dos personagens. Fui buscar-lhes os aspectos físicos e traços de personalidade mais fortes. Conhecendoos tão bem, foi fácil saber como os personagens reagiriam face a qualquer situação. Era como se tivessem vida própria. Motivo concreto? Sinceramente não sei responder. Quis apenas dotá-los de paixões, de desejos, de medos e sofrimentos e tentei descrevê-los de maneira que o leitor os sentisse em si.


C.R.: Quais são os teus planos para o futuro, em termos literários?

R.L.: Para já, será editar o Tomo II e o Tomo III da trilogia Nocturnus. Não penso ainda a longo prazo pois estou a focar as minhas energias na revisão do Tomo III, mas... existe a ideia para um 4.º livro. Não queria desvendar muito porque ainda não sei se irei concretizar este projecto ou não, se assim for, posso adiantar que seria como um apêndice da trilogia, uma visão mais aprofundada das histórias dos personagens.


C.R.: A pergunta inevitável: quais são os teus autores e livros preferidos?

R.L.: Tantos e tão variados... Posso enumerar primeiro o livro que está sempre na minha mesinha de cabeceira: Bushido – O Código do Samurai de Daidoji Yuzan, um livro que recomendo a todos. Outros livros que adorei ler: Eu sou a Lenda de Richard Matheson, A Saga do Rei Dragão de Stephen Lawhead, A Conspiração e a Fortaleza Digital de Dan Brown, Os Pilares da Terra de Ken Follett, a saga Harry Potter da J.K. Rowling, claro, Entrevista com o Vampiro da Anne Rice e Drácula de Bram Stoker, na poesia releio regularmente os poemas de José Régio, Edgar Allan Poe, Soares de Passos, Florbela Espanca, Fernado Pessoa, etc., etc.


C.R.: Em que te inspiras para escrever?

R.L.: Creio de seja inevitável para um escritor deixar algo de si nos personagens que cria, no meu caso Daimon DelMoona tem as minhas paixões, os meus demónios, os meus medos, o meu código... O Daimon é aquilo que diariamente todos tentamos esconder, por isso, a minha fonte de inspiração acaba por ser o meu dia-adia, as minhas batalhas diárias, os meus desgostos e vitórias. Depois é só convertê-las, claro, para a realidade de Nocturnus.


C.R.: Como vês o estado da literatura fantástica no nosso país?

R.L.: Penso que se concorda quando digo que o literatura fantástica não faz grande parte da nossa tradição como país. Somos mais um país de poetas e de fado (que tanto aprecio), mas estas influências que bebemos de fora, estão a fazer crescer o gosto dos leitores e a despontar novos escritores nacionais para esta área. Parece-me que teremos – e já temos - uma geração de bons escritores da literatura deste género.


C.R.: Queres deixar alguma mensagem aos teus leitores e/ou a colegas escritores?

R.L.: Aos leitores, quero, com muita humildade, apenas agradecer o facto de terem ousado ler um novo autor. Num mercado em que se vive de grandes nomes, é difícil pegar num livro de um autor desconhecido. Obrigado a todos! Aos colegas escritores, especialmente àqueles que procuram editar o seu primeiro livro: Arrisquem, não deixem os originais nas gavetas e NÃO DESISTAM!!!!


Texto Original:

Entrevista de Carla Ribeiro e texto original da revista literária online Alterwords - edição 11.
Para saber mais sobre Rafael Loureiro acesse o site http://nocturnus.blogs.sapo.pt/

sábado, 9 de janeiro de 2010

Colaboração VIII

Dama Morcega (Resenha)


Quem conta um conto...

Ano passado, durante a Bienal do Livro tive o prazer de conhecer uma simpática autora paulistana Giulia Moon, graças a minha amiga Anny Lucard, produtora da Digital Rio e do programa Contos Sobrenaturais (onde são divulgados contos sobrenaturais de autores brasileiros, e Giulia já teve vários de seus contos lidos no ar, alguns inclusive por mim).

De qualquer jeito, depois disso eu entrevistei ela e Martha Argel em um evento pouco depois da Bienal, chamado Vampiras Paulistanas em Solo Carioca já que o tema do evento foi sobre literatura fantástica, especialmente os vampiros que vem abocanhando novamente o mercado literário.

A Martha Argel eu já conhecia porque já havia lido seu livro Relações de Sangue.Então no Halloween da Digital Rio promovido ano passado, descobri alguns contos fantásticos escritos por Giulia Moon que são divulgados no Fanzine mantido por ela e Martha Argel. Isso sem contar os contos que a Anny me mandava para ler para o programa Contos Sobrenaturais.

Eis que no natal, A Anny me presenteia com o livro de contos Dama Morcega escrito pela própria Giulia Moon. Eu cheguei a comprar o livro solo dela Kaori - Perfume de Vampira na Bienal, mas ainda não tive tempo de ler, mas devorei o Dama Morcega em praticamente dois dias.

Dama Morcega é uma coletânia de 11 contos do terror fantástico que envolvem desde lobisomens, demônios, vampiros (é claro!), passando por até criaturas da mitologia brasileira como o saci pererê. Neles Giulia consegue narrar de maneira assustadora cada história que descreve, para deleite do leitor que não consegue largar o livro por mais assustador que ele seja. Destaque para os contos "Perigosa Ilusão" que traz de volta a vampira Maya, conhecida personagem de contos anteriores, "Dama Morcega" que dá titulo ao livro e é o maior de todos os contos e "Junior e seu Gnuko"

O livro é de uma narrativa de fácil leitura onde o leitor se transporta imediatamente para os universos criado por Giulia Moon nos contos fantásticos que ela descreve tão bem que as vezes fica um pouco assustador ler durante a noite, há não ser que esteja com todas as luzes da casa ligada.



Texto Original:
Repórter de Aço de Louise Duarte

Em Quadrinhos I

A CAÇADORA

CLICK NA IMAGEM PARA AMPLIAR

A tirinha foi criada por Vivianne Fair, que além de desenhar, também escreve. Vivianne Fair (também conhecida por Chefa) é autora do livro 'Cavaleiros do RPG', recentemente traduzido para o inglês. Trabalha também com ilustrações, inclusive internacionais. Carioca, atualmente mora em Brasília com seu filho, um crítico ferrenho de suas obras.

A história da tirinha é baseada na trilogia escrita por Vivianne, 'A Caçadora', que conta como a vida de uma simples secretária, Jéssica, muda, quando ela descobre que seus pais, são na verdade caçadores de vampiros.

A autora já avisa, apesar da moda vampiresca, sua história é muito mais cômica... E pela primeira tirinha, os leitores já percebem do que os vampiros criados por Vivianne Fair, são capazes. Afinal Zack é o único vampiro, que foi tirar satisfação com a Stephanie Meyer.

Para saber mais sobre Vivianne Fair, vá ao blog Recanto da Chefa, ou no seu twitter: http://twitter.com/viviannefair

E o pessoal do Skoob, pode seguir a Chefa.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Conto VI


Ele nem se lembrava mais há quantos anos estava preso. Há quantos anos aquela cela escura e minúscula era o seu “lar”. Ele só sabia que era muito tempo. Mas, não se importava. Na verdade, ele preferia estar ali, naquele cubículo apertado e sombrio, onde nem um mero raio de sol conseguia penetrar. Era uma punição adequada para uma vida inteira de assassinatos. Uma vida inteira de mortes. Uma vida que, agora, ele procurava compensar com a reclusão. O total isolamento da sociedade. O esquecimento. Depois de tirar a vida de tantas pessoas ao longo dos anos, ele finalmente decidiu se entregar.

Por ter confessado e se entregado voluntariamente, ele pegou a pena máxima infligida a um condenado à exceção da morte. Afinal, morrer não seria o suficiente para expiar todos os seus pecados. Nem poderia. Ele preferia ficar “eternamente encarcerado”. No entanto, devido ao seu bom comportamento, sua pena foi diminuída e, um dia, ela terminou. Ou, pelo menos, eles decidiram que terminara.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Colaboração VII

ORBIAS – AS GUERREIRAS DA DEUSA


Título : Orbias – As Guerreiras da Deusa
Autor : Fábio Ventura
Editora : Casadas Letras
Preço : 15 €

Noemi é, aparentemente, apenas uma rapariga normal,com os seus problemas e inseguranças. Mas a sua vida está prestes a mudar. Quando, uma noite, é atacada por
um desconhecido, descobre, subitamente, que é a reencarnação de uma guerreira ancestral, com a missão de salvar tanto a Terra como Orbias, o novo mundo que acaba de descobrir.

Com uma escrita livre, descontraída e bem-humorada, apesar de ainda no início da sua evolução, Fábio Ventura apresenta-nos uma primeira obra promissora e envolvente. Todas as mudanças e surpresas com que o leitor é confrontado ao longo da história
fazem de Orbias um livro viciante. Além disso, o final completamente imprevisível e muito misterioso deixam-nos ávidos de uma possível continuação.

Outros aspectos positivos são a diversidade de personagens e de momentos emocionais, que levam o leitor a estabelecer amores e ódios de estimação, a rapidez com que a história evolui, sem momentos monótonos (às vezes, a transição chega a ser demasiado rápida), e aqueles pequenos símbolos a nossa cultura, que, ainda que velados, estão bem presentes, e revelam bem a vontade do autor em espelhar a sua identidade.

Evidentemente que, sendo uma estreia, haverá alguns aspectos a melhorar, nomeadamente na evolução da escrita. Existem algumas frases que soam um pouco estranhas, mas acredito que a evolução do autor nos revelará ainda mais a sua magnífica capacidade imaginativa. À parte esse aspecto, e o de algumas gralhas que escaparam na revisão, Orbias é, sem dúvida, um bom livro, principalmente para um público mais jovem, e traz consigo uma história apaixonante.

Por aqui, gostei e recomendo. Ficarei atenta aos próximos trabalhos deste autor.

Carla Ribeiro

Texto Original:
Alterwords - edição 9

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PARA SABER MAIS SOBRE O LIVRO 'ORBIAS – AS GUERREIRAS DA DEUSA' VÁ EM:

http://orbias-asguerreirasdadeusa.blogspot.com/

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Edição Especial Natalina do Contos Sobrenaturais 2009 chega ao fim

Hoje é o primeiro dia do ano de 2010 e com ele, chega ao fim a Edição Especial do Programa Contos Sobrenaturais 2009. E nessa última semana, teremos um audioconto que combina com o clima de Lua Azul, que iniciamos o ano.

Nesse primeiro conto de 2010, temos uma história que trás alguns personagens que já estiveram presentes em outro audioconto, exibido na Digital Rio, de autoria de Kane Ryu.


Kane Ryu é um pseudônimo, pois quem escreve os contos insiste em se manter incógnito. Seu nome foi escolhido por sua paixão por animes, mangas e dragões, vindos do outro lado do mundo, e não propriamente por ter origem japonesa. Sendo que a pronúncia foi adaptada.

Kane Ryu teve o audioconto 'Segredo da Escuridão – O Curioso', que antecede a história ocorrida no conto de Natal que irá ao ar hoje, exibido em outubro e reprisado no especial de Halloween. Sendo que a história do conto natalino, ocorre tempos depois, mas não é exatamente uma continuação.

O nome que antecede o título dos contos, 'Segredo da Escuridão', é de uma história que Kane Ryu está escrevendo. Sendo que os 3 primeiros volumes, já foram escritos e devidamente registrado na Biblioteca Nacional. Estão atualmente em fase de revisão final e a procura por uma editora. Digo 3 primeiros, porque a história está sendo escrita em 6 volumes, sendo que um sétimo vai contar o que aconteceu com os personagens, tempos depois, após o termino da história dos volumes anteriores.

No entanto, os personagens Ben e Charlotte, protagonistas do conto Natalino, que finalizando nossa edição especial de Natal, são queridos coadjuvantes no universo criado por Kane Ryu, que tem foco principal no mundo dos vampiros. Assunto que estuda a 22 anos, sendo que nos últimos tempos, começou a voltar seus estudos, aos lobisomens também.

Para saber mais sobre Kane Ryu. Acesse seu twitter: http://twitter.com/ryu_kane

by Kane Ryu from twitter ( @ryu_kane )